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Instrumentação · Calibração · Inspeção NR-13

PT100: sensor RTD para precisão e estabilidade

Guia didático do PT100: princípio (100 Ω a 0 °C), classes de tolerância, fiação 2/3/4 fios, conversor T↔R e quando preferir PT100 ao termopar.

Temperatura RBC / 17025 2 / 3 / 4 fios
Calibração RBC de temperatura · ITI Serviços

Calibramos sensores PT100 com base na conformidade NBR ISO/IEC 17025 e acreditação CGECRE (Inmetro), com emissão de Certificado RBC na grandeza Temperatura. Confirme faixa e configuração de fios no orçamento — entenda Calibração RBC.

O que é um PT100?

PT100 é um sensor RTD (Resistance Temperature Detector) de platina cuja resistência é aproximadamente 100 Ω a 0 °C. A resistência aumenta com a temperatura de forma previsível (coeficiente α ≈ 0,00385 /°C na curva IEC 60751).

  • Alta estabilidade e boa precisão
  • Resposta tipicamente mais lenta que termopar
  • Excelente em faixas baixas e médias
  • Depende fortemente da fiação e do instrumento
Ω

Caso prático

Em um processo de estabilidade a 25 °C ± 0,5 °C, o PT100 costuma ser preferível ao termopar pela repetibilidade. Já em forno a 1100 °C, o termopar normalmente é a escolha mais adequada — ver Termopar.

Curva resistência × temperatura (visão simples)

Em termos práticos: quanto maior a temperatura, maior a resistência do PT100. A relação não é perfeitamente linear, por isso usamos tabelas/norma (IEC 60751).

Temperatura Resistência aproximada Leitura didática
0 °C ~100,00 Ω Ponto de referência do nome “PT100”
25 °C ~109,73 Ω Ambiente / laboratório
100 °C ~138,51 Ω Processo comum de utilidades
200 °C ~175,86 Ω Faixa média industrial

Valores aproximados IEC 60751 (α=0,00385). Use o conversor abaixo para outros pontos.

Classes de tolerância (exemplo)

Classes como A e B definem o erro máximo permitido do sensor na fabricação/especificação. A escolha depende da criticidade — e a calibração confirma o desempenho real.

A

Classe A

Tolerância mais apertada. Indicada quando o processo exige menor incerteza do sensor.

B

Classe B

Mais comum em aplicações gerais. Ainda assim, a instalação e a fiação podem dominar o erro.

Seletor interativo: 2, 3 ou 4 fios?

A resistência dos cabos soma erro na medição. Por isso a configuração de fios importa — especialmente com longas distâncias.

Recomendação: 3 fios

Bom equilíbrio para a maioria das aplicações industriais.

2 fios

Mais simples e barato, mas o cabo entra direto no erro. Evite em precisão.

3 fios

Compensa grande parte da resistência do cabo. Padrão industrial comum.

4 fios

Melhor compensação. Preferível em laboratório e medições críticas.

Conversor aproximado T ↔ R (PT100)

Baseado na curva IEC 60751 (α = 0,00385). Uso didático — não substitui tabela oficial nem certificado de calibração.

Resultado

Informe um valor e escolha a conversão.

Faixa orientativa do conversor: −200 °C a 850 °C. Fora disso, o modelo deixa de ser adequado.

PT100 × Termopar × Bimetálico

Escolher o sensor certo evita overspec (custo) ou underspec (erro).

PT100

  • Melhor estabilidade/precisão
  • Faixas baixas/médias
  • Fiação crítica (3/4 fios)
  • Evitar acima do limite do sensor

Termopar

  • Faixas mais altas
  • Resposta rápida
  • Cabo de compensação do tipo certo
  • Ver Termopar

Bimetálico

  • Indicação local
  • Sem sinal elétrico
  • Precisão mais limitada
  • Ver bimetálico

Erros comuns (e como evitar)

Fiação inadequada

2 fios em longas distâncias gera erro significativo. Prefira 3 ou 4 fios.

Autoaquecimento

Corrente de excitação alta aquece o sensor e “puxa” a leitura para cima.

Má montagem / imersão

Poço, contato térmico e posição errada degradam qualquer sensor bom.

Deriva sem calibração

Mesmo estável, o sensor muda com o tempo. Planeje calibração periódica — hub de calibração / RBC.

Perguntas frequentes

PT100 e Pt1000 são a mesma coisa?

Não. Ambos são RTDs de platina, mas o Pt1000 tem ~1000 Ω a 0 °C. Instrumentos e tabelas precisam corresponder ao tipo.

Quando NÃO usar PT100?

Em faixas muito altas (acima da especificação do sensor/montagem), ambientes extremamente agressivos sem proteção adequada, ou quando a dinâmica do processo exige resposta extremamente rápida — aí o termopar pode ser melhor.

3 fios resolve 100% o erro do cabo?

Compensa a maior parte, assumindo fios equilibrados. Para máxima compensação, 4 fios é superior.

A ITI calibra PT100 com certificado RBC?

Sim. A ITI emite Certificado RBC na grandeza Temperatura (acreditação CGECRE/Inmetro, conformidade NBR ISO/IEC 17025). Informe faixa, quantidade, montagem e configuração de fios.

Qual a relação com qualificação térmica?

PT100s calibrados podem ser usados como sensores de mapeamento. A qualificação avalia o equipamento; a calibração avalia o sensor — ver Qualificação térmica.

Precisa calibrar PT100?

Informe quantidade, faixa, configuração de fios e se precisa de certificado acreditado. A ITI retorna com encaminhamento técnico.

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