Classe A
Tolerância mais apertada. Indicada quando o processo exige menor incerteza do sensor.
Guia didático do PT100: princípio (100 Ω a 0 °C), classes de tolerância, fiação 2/3/4 fios, conversor T↔R e quando preferir PT100 ao termopar.
PT100 é um sensor RTD (Resistance Temperature Detector) de platina cuja resistência é aproximadamente 100 Ω a 0 °C. A resistência aumenta com a temperatura de forma previsível (coeficiente α ≈ 0,00385 /°C na curva IEC 60751).
Em um processo de estabilidade a 25 °C ± 0,5 °C, o PT100 costuma ser preferível ao termopar pela repetibilidade. Já em forno a 1100 °C, o termopar normalmente é a escolha mais adequada — ver Termopar.
Em termos práticos: quanto maior a temperatura, maior a resistência do PT100. A relação não é perfeitamente linear, por isso usamos tabelas/norma (IEC 60751).
| Temperatura | Resistência aproximada | Leitura didática |
|---|---|---|
| 0 °C | ~100,00 Ω | Ponto de referência do nome “PT100” |
| 25 °C | ~109,73 Ω | Ambiente / laboratório |
| 100 °C | ~138,51 Ω | Processo comum de utilidades |
| 200 °C | ~175,86 Ω | Faixa média industrial |
Valores aproximados IEC 60751 (α=0,00385). Use o conversor abaixo para outros pontos.
Classes como A e B definem o erro máximo permitido do sensor na fabricação/especificação. A escolha depende da criticidade — e a calibração confirma o desempenho real.
Tolerância mais apertada. Indicada quando o processo exige menor incerteza do sensor.
Mais comum em aplicações gerais. Ainda assim, a instalação e a fiação podem dominar o erro.
A resistência dos cabos soma erro na medição. Por isso a configuração de fios importa — especialmente com longas distâncias.
Bom equilíbrio para a maioria das aplicações industriais.
Mais simples e barato, mas o cabo entra direto no erro. Evite em precisão.
Compensa grande parte da resistência do cabo. Padrão industrial comum.
Melhor compensação. Preferível em laboratório e medições críticas.
Baseado na curva IEC 60751 (α = 0,00385). Uso didático — não substitui tabela oficial nem certificado de calibração.
Informe um valor e escolha a conversão.
Faixa orientativa do conversor: −200 °C a 850 °C. Fora disso, o modelo deixa de ser adequado.
Escolher o sensor certo evita overspec (custo) ou underspec (erro).
2 fios em longas distâncias gera erro significativo. Prefira 3 ou 4 fios.
Corrente de excitação alta aquece o sensor e “puxa” a leitura para cima.
Poço, contato térmico e posição errada degradam qualquer sensor bom.
Mesmo estável, o sensor muda com o tempo. Planeje calibração periódica — hub de calibração / RBC.
Não. Ambos são RTDs de platina, mas o Pt1000 tem ~1000 Ω a 0 °C. Instrumentos e tabelas precisam corresponder ao tipo.
Em faixas muito altas (acima da especificação do sensor/montagem), ambientes extremamente agressivos sem proteção adequada, ou quando a dinâmica do processo exige resposta extremamente rápida — aí o termopar pode ser melhor.
Compensa a maior parte, assumindo fios equilibrados. Para máxima compensação, 4 fios é superior.
Sim. A ITI emite Certificado RBC na grandeza Temperatura (acreditação CGECRE/Inmetro, conformidade NBR ISO/IEC 17025). Informe faixa, quantidade, montagem e configuração de fios.
PT100s calibrados podem ser usados como sensores de mapeamento. A qualificação avalia o equipamento; a calibração avalia o sensor — ver Qualificação térmica.
Informe quantidade, faixa, configuração de fios e se precisa de certificado acreditado. A ITI retorna com encaminhamento técnico.